As vontades vão diminuindo com o passar do tempo, primeiro vem aquela vontade avassaladora que arde como uma chama e até contagia quem estiver por perto. Depois de um periodo vem perdendo a força, passa a ser um querer muito, um apenas querer, um pode ser, e por fim: o não quero mais.
A cabeça da gente é confusa mesmo, a minha então...
Mas a grande questão é: Por quê?
Por quê se insiste em tentar alimentar, uma antiga vontade por mais que essa vontade esteja beirando o último dos estágios citados acima? Por quê se importar com coisas tão ínfimas como cumprimentar um velho conhecido, há muito bem mais que isso, mesmo que pareça não dar a mínima pra o que você pensa, como você age ou porque você age assim?
Essa insistente teimosia de tentar ajeitar as coisas mais sem jeito do mundo, fazer ficar tudo bem, por mais dor que o passado tenha trazido, uma sub-vontade de não perder uma pessoa amada no campo da amizade, é a razão de boa parte do sofrimento pelo qual tenho passado.
A gente aprende com as nossas tentativas, erros, acertos, indecisões e decisões que são tomadas, e que depois voltam atrás, indecisões e decisões que são tomadas e são firmadas... Quem me conhece sabe que aqui, do lado de dentro do filipe, não mora apenas um filipe. Muitas vezes travo batalhas medievais internas quando todos os meus "eu's" se mostram a opinar sobre uma certa situação. Não que isso seja ruim, pelo contrário, é sempre bom analizar todas as possibilidades que você conseguir, de visões diferentes, perspectivas diferentes de você mesmo. Mas isso pode ficar muito confuso quando não se consegue isolar, por momentos, todos os "eu's". Basta o "eu- emocional" e o "eu-racional" terem opiniões totalmente contrárias, para se criar uma confusão sem tamanho dentro da cabeça e a decisão é tomada pelo filipe que falar mais alto na hora(pelo menos tem sido assim, não quero dizer que é a maneira certa).
Bom, voltando ás vontades surgiram algumas novas hoje: uma foi, bastante coerente(ao meu ver), de retomar uma amizade bem ameaçada por problemas do passado, mas que é bastante querida. Outra, automaticamente após a primeira, de me manter á uma distancia bem razoável de problemas de arrependimento por ter tentado inocentemente DE NOVO retomar a tal amizade, e de pessoas que me trazem esses problemas, não necessariamente, mas aparentemente intencional.
A grande decisão é: Cansado das tentativas em vão, desisto!
terça-feira, 9 de setembro de 2008
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4 comentários:
tá tão confuso qnto eu!
;)
te adoro lipeee!
;*
eu isolaria, até por tempo indeterminado, mas, consciente de que o tempo um dia vai pedir outra tentativa. Pode ser que me traga os mesmos problemas e mesmo assim eu tente denovo, ou nenhum problema e eu não queira mais tentar...
abraço
realmente complicado saber o que fazer... que decisões tomar... muitas vezes vamos contra a opinião de todos por medo de não ter feito o suficiente, por pensar que a tentativa não seria em vão... difícil entender pq certas coisas acontecem, difícil olhar e não conseguir ver aquilo que um dia foi tão real, difícil encarar a atual realidade que um dia mais pareceu um sonho...
cada vez mais acho que quanto mais se conhece mais se tem dúvidas, quanto mais se sabe mais não se acha uma "fórmula"...
difícil diferenciar... maneira de ver ou realidade...
Meu Chapa...
Nada de ficar lambendo as feridas dessa vida.
A estrada da vida está diante de você.
Um amigo e poeta certa vez disse:
"Das minhas verdades só sei
E tudo o que quero fazer
Viver e amar até morrer
E só por amor renascer".
Virar apágina, abrir uma nova porta, continuar fazendo música, encontrar um novo alguém pra rir junto...
Que me perdoe a fênix, mas acho muito mais legal renascer do amor!
Brother... segura na mão de JAH e vai!
Abração!
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