domingo, 28 de setembro de 2008

A mágica do som.


Olhar e a princípio não ter a menor noção de como todos os sons são formados, e ao ver alguém muito bom exercendo o seu trabalho, imaginar como alguem sozinho consegue fazer todos aqueles sons diferentes saírem do mesmo lugar. Depois de despertado o interesse em querer fazer sair algum som, por mais tímido que seja, dos atos das próprias mãos, vem o caminho estreito de dias e noites travando batalhas medievais, horas e horas lendo e tentando entender todos os sinais, a luta do corpo já cansado de tentar e não conseguir transformar o ruído em um som mais suave, audível, calos e mais calos de tentativas esperançosas, e por fim as primeiras notas que se pode ouvir sem o peso na consciência de estar somente poluindo a audição das pessoas à sua volta. Quanto mais tempo tentando, obviamente, mais se aprende, se desenvolve...

Obedecendo a um "mandamento sagrado", "louvai-o ao som da trombeta, com saltério e com harpas, com adufes e danças, com instrumentos de cordas e com flautas, com címbalos sonoros e instrumentos altissonantes."

Tocar é fazer a fisica das frequencias se transformar em lagrimas, as ondas atravessarem as barreiras das particulas reais e provocar alegrias, lembranças, emoções, e quem sabe até subir e agradar a ouvidos especiais, como um cheiro suave tranquiliza e agrada quando é percebido...

Melhor do que ouvir, ver, é fazer. É um ENORME prazer tocar um instrumento, saber que uma certa alegria em, uma certa hora, foi causada por você. Quero que cada vez mais a música possa provocar essa alegria, essa emoção, através das minhas mãos, dos meus pés, de mim.

Tenho que citar aqui um grande orgulho que é tocar com pessoas como: Vinícius, Samuel, Renato, Daniel e Bruna. Espero poder fazer parte desse grupo por muito tempo. Assim como espero crescer, e amadurecer mais junto com essas pessoas... Também não posso deixar de citar GRANDES nomes como Diego bombom \o/, paulinho, clésio, andré, jaime, amigos mais chegados que irmãos, que eu pretendo levar comigo por toda a vida!

É um prazer tocar com todos esse caras, mais do que um desejo, um sonho realizado.

Obrigado!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Tentativas em Vão

As vontades vão diminuindo com o passar do tempo, primeiro vem aquela vontade avassaladora que arde como uma chama e até contagia quem estiver por perto. Depois de um periodo vem perdendo a força, passa a ser um querer muito, um apenas querer, um pode ser, e por fim: o não quero mais.

A cabeça da gente é confusa mesmo, a minha então...

Mas a grande questão é: Por quê?

Por quê se insiste em tentar alimentar, uma antiga vontade por mais que essa vontade esteja beirando o último dos estágios citados acima? Por quê se importar com coisas tão ínfimas como cumprimentar um velho conhecido, há muito bem mais que isso, mesmo que pareça não dar a mínima pra o que você pensa, como você age ou porque você age assim?
Essa insistente teimosia de tentar ajeitar as coisas mais sem jeito do mundo, fazer ficar tudo bem, por mais dor que o passado tenha trazido, uma sub-vontade de não perder uma pessoa amada no campo da amizade, é a razão de boa parte do sofrimento pelo qual tenho passado.
A gente aprende com as nossas tentativas, erros, acertos, indecisões e decisões que são tomadas, e que depois voltam atrás, indecisões e decisões que são tomadas e são firmadas... Quem me conhece sabe que aqui, do lado de dentro do filipe, não mora apenas um filipe. Muitas vezes travo batalhas medievais internas quando todos os meus "eu's" se mostram a opinar sobre uma certa situação. Não que isso seja ruim, pelo contrário, é sempre bom analizar todas as possibilidades que você conseguir, de visões diferentes, perspectivas diferentes de você mesmo. Mas isso pode ficar muito confuso quando não se consegue isolar, por momentos, todos os "eu's". Basta o "eu- emocional" e o "eu-racional" terem opiniões totalmente contrárias, para se criar uma confusão sem tamanho dentro da cabeça e a decisão é tomada pelo filipe que falar mais alto na hora(pelo menos tem sido assim, não quero dizer que é a maneira certa).

Bom, voltando ás vontades surgiram algumas novas hoje: uma foi, bastante coerente(ao meu ver), de retomar uma amizade bem ameaçada por problemas do passado, mas que é bastante querida. Outra, automaticamente após a primeira, de me manter á uma distancia bem razoável de problemas de arrependimento por ter tentado inocentemente DE NOVO retomar a tal amizade, e de pessoas que me trazem esses problemas, não necessariamente, mas aparentemente intencional.

A grande decisão é: Cansado das tentativas em vão, desisto!