domingo, 8 de setembro de 2013

Voa, borboleta, voa.

Certa vez, uma borboleta pousou no jardim do meu castelo. Perfeita, linda como eu nunca vi igual. Fazendo festa e trabalhando em todas as flores daquele jardim. Por desejar tanto admirá-la todos os dias, cometi o erro de pegá-la e pô-la em um lindo frasco de vidro para que voasse só para mim. Eu sei, quanto egoísmo da minha parte... Durante algum tempo, pude admirar toda a sua maravilha e beleza, mas logo pude perceber que ela já nao era mais tão feliz, claro, borboletas precisam de liberdade, voar por todas as flores e viver ao sabor do vento. Foi então que percebi que não adiantava mantê-la comigo se não era essa a sua vontade. Melhor seria vê-la feliz, perto ou longe, ver a maravilha da vida seguir seu rumo, aceitar. Por fim, tomei a grande decisão: Abri o frasco e tive que deixá-la ir. Para outras flores, outros jardins. Mandando diretodo meu coração apertado uma última mensagem: Voa, borboleta, voa!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Então tá!

Às vezes eu acho que o destino
ta tirando onda com a minha cara
É até engraçado, quanto mais eu tento
mais parece que não vai dar em nada

Nem acredito e ia ser melhor
se acontecesse como um filme velha guarda
Mas eu ja to cansado de tentar viver
a hora certa com a pesoa errada

Então tá
Whatever tomorow brings I'll be there
Se não se quer correr o risco não há nada pra ganhar

Don't you know?
There's no more reason for us to be sad
Pode esperar eu sei que um dia ou outro
eu vou acertar e te achar

Às vezes acordo no meio da noite
Olho pro lado e cadê você?
Foi só mais um sonho que me fez lembrar
De como tudo deveria ser

Na vida eu sei que muitas vezes
A parte dificil é se entregar
É como fazer uma viagem
sem saber se vai voltar

Filipe Brasil

Por acaso

Sozinho no quarto
Sem você na cama
O que realmente quer?

Sonhando acordado
Tua vida me chama
Pra disperdiçar um copo de café

Sera que é possivel
Viver do teu lado
Em um mundo qualquer?

Voando bem alto
Chegando ao fundo
Pra se tornar o que ja é

O amor que se esconde 
atras de toda inperfeiçao
No olhar, uma fonte
Pra saciar a indecisão

Às vezes o riso, 
nas outra o choro
Conversa e solencio
Dominam a cena

Só resta tentar
Te convencer
Que o medo só existe
Pra te lembrar que vale a pena

Filipe Brasil

Em roda

Não é a mesma coisa tocar em uma roda
Compartilhar as notas e sorrir
Às vezes não importa quao alto soa a corda
Os gritos e as palmas não me fazem mais sentir

Como uma folha morta que ao sabor do vento
Inspira alguns traços de desenhos no papel
Assim a frase torta que é dita inocente
Eleva o coraçao a procura de outro céu

O côro vai cantando
E as lagrimas caindo
Buscando um novo plano
É hora de agir

A vida vai seguindo
e sendo um labirinto
eu tento escolher
que portas vou abrir

Nem mesmo adianta
O que passou não volta
Se o vento sempre sopra
Melhor deixá-lo ir

Se não se tem escolha
Que abram-se outras portas
Tocando novas notas
Pra alguém que vai surgir

Filipe Brasil



Não sei

Não sei, mas acho que até foi bom
ouvir o som da tarde
Pra ver que o querer se mostra
com o juntar das metades

Se sim, se não, so resta saber
que parte de você aquietar
Na nossa mão, existe a escolha de ser
aquilo que faz acordar

Se arrepender é pra quem
tem medo de ser o que é
A espera de achar o que se busca
é a coragem que nos mantém de pé.


Filipe Brasil

terça-feira, 23 de abril de 2013

A flor

Joga a flor no mar pra trazer
lembrança qualquer
pra quem vai te ver navegar

Canta pro vento:
espera eu vou voltar
pra fazer meu porto seguro em você
no teu cração ancorar

Sobe a escada, olha pro tempo
A lua  vai te encontrar
pra dizer que o peito só quer corroer
saudade não gosta do mar

Bate o frio na espinha do calado
a água da vida entra e sai
o balanço aqui tá errado
tem cuidado vê se nao cai

o vazio no olhar de quem fica
a frieza de quem tá pra lá
mesmo sem conhecer dessa vida
o pequeno amor a afundar

E de navegar onde esta?
so resta deitar
e só pela a areia correr

coisa de tempo
já não é mais achar
perceber que o a pressa de ir sem querer
acaba no atraso da volta

Bate o frio na espinha do calado
a agua da vida entra e sai
o balanço aqui tá errado
tem cuidado vê se nao cai

o vazio no olhar de quem fica
a frieza de quem tá pra lá
mesmo sem conhecer dessa vida
o pequeno amor a afundar

Joga a flor no mar pra lembrar
de tudo o que há de ser
é de acostumar, aceitar
destino se faz entender

quando a tua onda passar
eu vou mergulhar em você
que é pra nunca mais afundar